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Gestão taxonómica

Mountain Chicken Recovery PlanPara ser ideal, um programa de conservação ex situ para anfíbios deve seguir uma série de passos que, combinados, ajudam a garantir o sucesso do programa e à melhor gestão possível da população. Algumas questões importantes que precisam de ser tidas em conta antes do estabelecimento de um novo programa incluem:

  • Foi esta espécie recomendada para um programa ex situ , e por quem?
  • Existem recursos adequados disponíveis para garantir a gestão da população ex situ?
  • Existe um número suficiente de pessoal qualificado, com experiência em programas ex situ de anfíbios, disponível?
  • O espaço disponível é suficiente para o tamanho da população necessário?
  • Já foi nomeado um Coordenador de Gestão do Táxon para a população ex situ?
  • Já foi estabelecido um Grupo de Gestão ou uma Equipa de Recuperação do Táxon?
  • Já foi escrito um Plano de Gestão ou Plano de Recuperação do Táxon ou um Species Action Statement?
  • Já foram redigidas Directrizes de Maneio?

 

Esta página contém informações acerca das últimas quatro questões apresentadas na lista acima; informação adicional sobre como criar novos programas pode ser consultada na página Implementação de Programas Ex Situ Para Anfíbios.

Coordenador de Gestão do Táxon

Um Coordenador de Gestão do Táxon, ou Coordenador da Espécie, está habitualmente encarregado de reunir um grupo de investigadores que estarão envolvidos no programa ao longo de toda a sua duração. O coordenador é também normalmente responsável por desenvolver um plano de acção para a espécie e um conjunto de directrizes de maneio que reflictam boas práticas de maneio para a espécie em questão. Bolivian Amphibian Action PlanEm alguns locais, as associações regionais de jardins zoológicos estabeleceram Grupos de Aconselhamento do Taxón (Taxon Advisory Groups - TAGs), e o TAG respectivo pode nomear um Coordenador de Gestão do Táxon para a espécie a gerir. Noutros locais, onde não existem TAGs, a associação regional de jardins zoológicos pode indicar o Coordenador de Gestão do Táxon. Em alguns países, o programa de conservação pode estar a ser implementado pelo Estado ou por uma agência Nacional de Vida Selvagem como um plano de recuperação e, nesse caso, o Coordenador de Gestão do Táxon pode ser nomeado por essa mesma agência. Quando é necessário iniciar um novo programa ex situ um grupo de trabalho é formado e os membros do grupo elegem então um Coordenador de Gestão do Táxon. O Coordenador de Gestão do Táxon deve ser alguém com boas capacidades de comunicação e com suficiente tempo disponível para coordenar o programa. Existem muitos factores que podem fazer com que um programa não seja bem sucedido e é da responsabilidade do Coordenador de Gestão do Táxon fazer com que possíveis falhas sejam antecipadas e prevenidas.

Grupo de Gestão do Táxon / Equipa de Recuperação

É importante que todos os grupos de investidores que têm interesse na espécie a ser gerida estejam representados, e isto é conseguido através da formação de um Grupo de Gestão do Táxon. A formação de um grupo de gestão garantirá que todas as necessidades dos investidores são tidas em conta, que o conhecimento de especialistas está disponível em todos os aspectos de gestão do programa, e que os processos de gestão são transparentes. Um Grupo de Gestão do Táxon deve, tipicamente, incluir representantes de cada uma das instituições que vão acolher os animais (jardins zoológicos, aquários, museus, propriedades privadas, etc.), especialistas em maneio de anfíbios, veterinários, educadores, investigadores, biólogos populacionais e representantes de agências Estaduais ou Nacionais da vida selvagem. Idealmente, os membros do grupo deveriam encontrar-se, pelo menos durante a fase de criação do programa, para discutir os objectivos gerais do programa, para documentar quaisquer necessidades específicas do programa ou das espécies e, talvez, para elaborar um Plano de Gestão do Táxon. Os membros do Grupo de Gestão do Táxon devem aprovar todos os documentos que são preparados pelo programa, como o Plano de Gestão do Táxon e as Directrizes de Maneio.

Plano de Gestão do Táxon / Plano de Recuperação / Species Action Statement

O Plano de Gestão do Táxon deve incluir planos de colaboração para a reprodução em cativeiro, investigação, acções e mensagens educativas e também quaisquer iniciativas de campo que sejam importantes para o programa. O Plano deve receber feedback de todos os investidores e deve detalhar estratégias do projecto a longo prazo, incluindo um plano de negócios, medidas de sucesso e critérios para a conclusão do programa, e quaisquer questões de distribuição/propriedade. Dados que são importantes incluir no plano são:

  • Detalhes de base do programa, incluindo os objectivos do programa
  • População-alvo (número de indivíduos e/ou instituições)
  • Objectivos, acções e calendarização
  • O "papel" de cada instituição e dos seus animais (instalações de manutenção e reprodução, investigação, educação para a conservação, etc.)
  • Informações sobre projectos de investigação actuais e previstos (in situ e ex situ)
  • Componentes educativas do programa
  • Funções dos grupos de investidores
  • Referências a publicações ou relatórios relevantes.

Southern Corroboree Frog Michael McFadden

O Plano de Gestão do Táxon deve ser um documento em constante evolução, que é alterado e actualizado ao longo de toda a duração do projecto. O Amphibian Ark desenvolveu um modelo de Plano de Gestão do Táxon (in English e Spanish) que pode ser descarregado e usado como um ponto de partida para criar um plano para um novo programa. Uma vez escrito, e aprovado pelos membros do Grupo de Gestão do Táxon e por quaisquer outros grupos regionais ou nacionais relevantes, o plano pode ser enviado para a equipa do Amphibian Ark, que irá torná-lo disponível na página Documentos de Maneio. Existem vários Planos de Gestão do Táxon já concluídos disponíveis nesta página.

Directrizes de Maneio

As Directrizes de Maneio devem fornecer conselhos e informações úteis a todas as instituições participantes no programa, e devem incluir as áreas do maneio que têm um impacto directo na gestão das populações. Em resumo, essas áreas referem-se a:

  • Dados biológicos e de campo básicos
  • Requisitos ambientais
  • Dimensões e design das instalações
  • Alimentação e nutrição
  • Identificação de indivíduos (se possível)
  • Gestão da reprodução
  • Biossegurança
  • Cuidados veterinários
  • Protocolos de manuseamento e transporte
  • Material publicado que seja relevante, incluindo quaisquer directrizes de maneio existentes para a espécie.

 

O Amphibian Ark e WAZA desenvolveu um modelo para o desenvolvimento de directrizes de maneio (in English, French e Spanish) que deve ser utilizado ao escrever novas directrizes. Na página Documentos de Maneiopode encontrar exemplos de directrizes de maneio concluídas para várias espécies. Veja a página Implementação de Programas Ex Situ Para Anfíbios para obter informações adicionais sobre a implementação de programas de conservação de anfíbios. Existem algumas ferramentas úteis para a gestão de populações de anfíbios na página da internet PopFrog. O PopFrog resulta de um esforço conjunto do Centro de Gestão das Populações AZA no Lincoln Park Zoo, Chicago, USA, do Grupo Especialista em Reprodução para a Conservação da IUCN, do Amphibian Ark, d’A Sociedade Zoológica de Toledo, Toledo, USA e do Smithsonian National Zoo, Washington, USA.