Apelo à ação

Os parques zoológicos e aquários de todo o mundo já alcançaram feitos incríveis na área da conservação dos anfíbios. Contudo, não nos podemos dar ao luxo de baixar os braços: temos de mudar agora mesmo a nossa opinião e abordagem relativamente à conservação dos anfíbios. Neste momento, o que está em causa já não é apenas um fenómeno de declínio de populações mas sim a extinção de várias espécies de anfíbios. 43% das espécies anfíbias encontram-se em declínio, 32% estão globalmente ameaçadas, mais de 120 espécies já estão possivelmente extintas e, pelo menos, uma família (com um modo de reprodução único) já foi perdida.

Estamos prestes a perder uma grande parte de uma classe inteira de vertebrados, com mais espécies do que os mamíferos que consomem actualmente a maior parte dos nossos recursos. Esta epifania tem um preço a pagar – qualquer organização que considere a conservação como um objectivo fulcral tem de tomar medidas imediatas para uma ação significativa! A nossa resposta tem de ser proporcional à crise com que nos deparamos, caso contrário, seremos meros recintos de espectáculo sem qualquer fachada de conservação, fazendo jus às acusações de longa data dos nossos críticos. Para além de possuirmos qualificações únicas para desempenhar esta tarefa, o resto da comunidade científica e da área da conservação conta connosco.

“Na pesquisa realizada em 1999 concluiu-se que entre as instituições da AZA [Associação de Zoos e Aquários] apenas existe capacidade para acomodar 10 taxa de anfíbios com uma gestão de nível de um PMP [Plano de Gestão da População] ou SSP [Plano de Sobrevivência das Espécies]. Nas referidas instituições, existe espaço suficiente dedicado aos mamíferos para alojar, pelo menos, 57 SSP, sendo que a maioria desses mamíferos possui uma massa corporal superior a 10 kg, o que implica requisitos de espaço significativos. Se cada instituição da AZA disponibilizasse um espaço adicional de cerca de 40 metros quadrados dedicado à gestão e manutenção de anfíbios e fornecesse a assistência de tratadores para essas instalações, o número de taxa que poderiam ser geridos ao nível do PMP ou do SSP excederia facilmente os 100. Se a AZA pretende honrar o lema “Keep all the Pieces” [preservar todas as peças], que serviu de tema à sua conferência anual de 1996, então precisam de ser construídas instalações dedicadas aos anfíbios. Os anfíbios necessitam de locais especializados e não devem ser simplesmente integrados em Reptilários ou incluídos como uma pequena parte de biomas ou instalações com temas zoogeográficos. Se estes espaços especializados não existirem, os jardins zoológicos nunca terão um papel significativo na manutenção da biodiversidade dos anfíbios.” – Dr. Kevin Wright, ATAG 2000 Plano de Recolha Regional.

Plano de Ação Para a Conservação dos Anfíbios (ACAP)Faça o download do Amphibian Conservation Action Plan (ACAP)
Procedimentos: Cimeira de Conservação dos Anfíbios da UICN/SSC de 2005

www.amphibianark.org/ACAP.pdf (668K)

[Guia das normas de criação e biossegurança necessárias para a gestão segura e responsável de populações de anfíbios ex situ ] – Estas normas baseiam-se nas normas emergentes dos procedimentos do CBSG/WAZA Amphibian Ex situ Conservation Planning Workshop, [Workshop de Planeamento da Conservação Ex situ dos Anfíbios da CBSG/WAZA], El Valle, Panamá, 12-15 de fevereiro de 2006.

Referências:

2002. Technical Guidelines on the Management of Ex-situ populations for Conservation [Directivas Técnicas Sobre a Gestão de Populações Ex-situ para Conservação] da IUCN: “Todos os taxa que se encontram nas categorias em Perigo Crítico e Extinta na Natureza deveriam ser sujeitos a uma gestão ex situ para assegurar a recuperação das populações selvagens.”

2005. Livro Branco do ACAP da IUCN: “As colónias de garantia de sobrevivência são obrigatórias para as espécies anfíbias que não continuarão a existir na natureza durante tempo suficiente para recuperarem naturalmente assim que os seus habitats tenham sido restaurados. Estas espécies precisam de ser salvas agora mesmo através de medidas ex situ para que, no futuro, seja possível efectuar uma restauração mais completa dos seus ecossistemas.”

2005. Declaração ACS da IUCN: “O ACAP recomenda que seja dada prioridade a… programas de garantia de sobrevivência em cativeiro… para dar mais tempo às espécies que, de outra forma, passariam a estar extintas…”

2006. Esboço do ACAP da IUCN: “A única esperança para as populações e espécies em risco de extinção imediato é o salvamento imediato para a criação e gestão de colónias de garantia de sobrevivência em cativeiro.”

EmailShare
Print Friendly
 
 

Envie uma mensagem a webmaster@amphibianark.org com questoes ou comentarios sobre o web site.
Copyright © 2013 amphibianark.org